Games News Fornecedores Calendário Anuncie Contato
 

 

 

 

Equador vai se tornar o segundo país latino-americano a proibir o jogo


O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou, após o fechamento das urnas no último dia 7 de maio, que a remoção dos cassinos se dará através de um processo que deverá durar de um a dois anos.

Essa decisão foi tomada após um plebiscito que resultou em mais de 350.000 votos a favor da eliminação desses estabelecimentos naquele país. Segundo a "Asociación Nacional de Propietarios Y Administrados de Salas de Juego" (ANPASJU), do Equador, no restante da América Latina o jogo é regulamentado, com exceção do Brasil.

O presidente enfatizou que o objetivo é criar um ambiente mais saudável para os jovens e evitar que pelo vício do jogo um pai perca o seu salário.

Na campanha eleitoral, Correa disse que o Equador deveria evitar seguir o caminho do Peru, que em sua opinião está "inundado de salas de jogo, até na selva amazônica". A presidente da ANPASJU, Maria Augusta Díaz, porém, afirmou que essa situação já foi regulamentada. Ela acredita que agora é o momento perfeito para elaborar um "controle integral" do jogo, pois a simples proibição estimula a abertura de salas de jogos clandestinas através da máfia e tem o efeito contrário ao que estão procurando. "Não se cura vício com proibição", disse. Diaz propõe um maior diálogo sobre a questão que poderá resultar na perda de 25.000 empregos diretos e 40.000 indiretos.

Nesse mesmo sentido o Professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Equador, Leon Espinosa, nega que o jogo seja "uma praga no país". "As pessoas não vão de forma maciça para os cassinos, apenas um segmento social, a classe média e as elites", diz ele.

Jorge Castro, vice-presidente da Asociación de Casinos y Bingos do Equador, e gerente do Cassino Plaza, em Quito, disse que estava "extremamente irritado" com as acusações de lavagem de dinheiro e lembrou que os cassinos legalmente estabelecidos fornecem US $ 12 milhões anuais aos cofres públicos.

O governo do Equador se comprometeu a realocar os funcionários desses estabelecimentos, mas o ceticismo é geral. "Nós somos um grupo muito grande e é impossível atender a mais de 40.000 empregados", disse Paco Gustavo Novoa, gerente de operações do Casino Square.

Fonte: Yogonet.com / Agencia EFE / ABC (España)