Cabral
defende legalização
do jogo no Brasil

Governador do Rio defendeu o controle
da atividade nesta quinta.
Câmara dos Deputados rejeitou projeto que legalizava
bingos na terça.
Sérgio
Cabral defendeu a legalização do jogo no país.
O
governador do Rio, Sérgio Cabral, defendeu nesta
quinta-feira (16) a legalização do jogo. Na
terça-feira (14), a Cmara dos Deputados rejeitou
o projeto que legalizava os bingos no Brasil. Segundo Cabral,
apenas "é preciso ter um controle" do jogo.
"O
Congresso Nacional acabou de derrubar o bingo, mas muitos
países têm o jogo legalizado. Quando o jogo
passa a ser ilegal ninguém ganha," disse o governador.
O
governador participava de um evento de entrega de veículos
às instituições beneficentes e às
prefeituras do Estado do Rio de Janeiro. O evento aconteceu
antes da cerimônia de diplomação do
governador, vice, deputados e senadores no Theatro Municipal.
Câmara
dos Deputados
O bingo está proibido no Brasil desde 2004 após
escândalos relacionados à exploração
do jogo. Na votação na Câmara, foram
212 votos contrários à legalizaço,
144 a favor e 5 abstenções.
Regimentalmente,
ainda há a possibilidade de deputados "ressuscitarem"
o projeto, trazendo de volta ao plenário o texto
original ou ainda substitutivos aprovados em comissões.
Politicamente, porém, essa possibilidade é
pequena. O projeto até já foi retirado da
pauta de votações desta noite após
a derrota dos defensores dos jogos na votação.
Aborto
Também na terça-feira, Cabral defendeu a ampliação
dos casos em que a interrupção da gravidez
é permitida. Ele disse que a atual legislação
sobre aborto no país é uma vergonha e afirmou
que há "hipocrisia" sobre o tema. Atualmente,
apenas mulheres vítimas de estupro e que correm risco
de morte podem obter autorização judicial
para fazer um aborto.
"O
Brasil está dando certo, é aprofundar a democracia,
vamos aprofundar a liberdade de imprensa, aprofundar a vida
como ela é, discutir os temas que têm que ser
discutidos. O aborto, por exemplo, foi muito mal abordado
na campanha eleitoral. Será que está correto
um milhão de mulheres todo ano fazerem o aborto,
talvez mais, em que situação, de que maneira?
Não vamos enfrentar, então está bom.
Então o policial na esquina leva a graninha dele,
o médico lá topa fazer o aborto, a gente engravida
uma moça? eu não porque já fiz vasectomia
e sou bem casado? mas engravidou... Quem é que aqui
não teve uma namoradinha que teve que abortar?",
questionou o governador.
Foto:
Marino Azevedo/ Divulgação Governo do
Rio